terça-feira, 12 de setembro de 2017

Ordem de São Bento parte 1

Ordem Beneditina 
São Bento 
Monges Beneditinos 
  
 
  Mosteiro da Santa Cruz Nova Friburgo, Rio de Janeiro (Brasil)  O Bem-aventurado São Bento indica em sua Regra o critério fundamental da vocação monástica: si vere Deum quaerit, isto é, se aquele que bate à porta do mosteiro procura verdadeiramente a Deus.  É essa procura de Deus que condiciona e explica todas as observâncias monásticas e estabelece o contraste entre o mundo e o mosteiro: no mosteiro, o ofício divino, a obediência e os opróbrios, como diz São Bento, e no mundo, sobretudo no mundo atual, o descaso pelo seu culto verdadeiro, a desobediência à Sua lei e o orgulho, que faz os homens fugirem da cruz de Nosso Senhor sem se darem conta que encontrarão outra bem mais pesada, pois só o jugo de Nosso Senhor é leve e só o Seu fardo é suave.  Mas para adaptar-se à uma vida que apresenta tantos contrastes com a vida do mundo tanto quanto ao espírito como quanto às práticas externas, a Santa Regra e o Direito Canônico estabeleceram etapas através das quais o candidato vai tomando conhecimento aos poucos da vida e costumes monásticos e os superiores vão, por sua vez, examinando o mesmo, para ver não só se ele procura verdadeiramente a Deus, mas também se ele tem as aptidões necessárias para o nosso gênero de vida.   Após um primeiro contato com o superior, o futuro candidato se instala na hospedaria, e durante cerca de cinco dias observa os costumes da casa, e conversa com o mesmo superior, para se ver se tem as aptidões mínimas necessárias. Sendo aceito, entra no postulantado, que dura cerca de seis meses, onde vai sendo educado nos costumes monásticos.  Transcorrido o postulantado, em uma cerimônia de vestição, a pessoa troca a roupa do século pelo hábito religioso e muda o seu nome civil para um nome de religião. Inicia-se então o noviciado que dura dois anos, no fim dos quais o noviço fará os votos temporários de pobreza, castidade, obediência e estabilidade no mosteiro. Sendo agora já um monge professo (temporário), este continua no exercício das virtudes cristãs por um período de três anos, findos os quais poderá renová-los por mais três anos ou emitir os votos perpétuos, conforme o superior da casa achar conveniente.  Podemos dizer que no mosteiro há três classes de monges: irmãos conversos, irmãos de coro que não são padres e irmãos de coro que são padres.  ▸ Os irmãos conversos dedicam-se mais ao trabalho manual, não tendo obrigação de assistência ao coro.  ▸ Os irmãos de coro não padres, ao contrário, têm uma carga horária de trabalho manual um pouco menor, porém têm a obrigação de ir ao coro, para a recitação do ofício divino.  ▸ Os irmãos de coro que são padres, são em tudo semelhantes à classe anterior, porém acrescidos da dignidade do sacerdócio, pela qual devem celebrar a Santa Missa e confessar, quando designados para isso.

domingo, 10 de setembro de 2017

Reflexão da Semana

O Senhor Jesus nos quer ver,  vivendo como irmãos e irmãs  para que quando nos reunirmos em seu nome Ele possa estar entre nós.Devemos portanto buscar sempre a superação dos conflitos existentes com o diálogo e o amor. A correção fraterna a que somos convidados hoje não se trata de uma investigação sobre a vida da pessoa para declara-la culpada ou inocente, muito menos uma "pagação de sapo".

 A correção aqui é um olhar de misericórdia porque todos nós estão sujeitos às mesmas possibilidades de queda, de pecado e de erro. Essas etapas desse processo são: diálogo com a pessoa, outra abordagem com dois ou três irmãos da comunidade e em último caso apresenta-se a questão à Igreja. 

Todo este caminho deve estar permeado por meio da oração na intenção da conversão do irmão que está no erro e da nossa própria conversão.

 Peçamos ao Senhor sabedoria e paciência para conduzirmos quem está nas trevas para a luz. Nossa Senhora interceda por você!

Deus os abençoe!